A pressão pelo suicídio assistido não é a liberdade em marcha

Por WESLEY J. SMITH –

O grupo Compassion and Choices gasta milhões de dólares por ano, muitos vindos do culturalmente subversivo George Soros, para forçar a legalização da morte por prescrição médica. É uma questão ideológica que divide os americanos.

Independentemente de números de pesquisa, que podem variar de acordo com a forma como as perguntas são formuladas, legalizar o suicídio assistido definitivamente não é a prioridade número um na lista do público americano de “coisas a se fazer” A maioria das pessoas não está nessa, nem mesmo as que abstratamente apoiam a legalização em uma pesquisa de opinião.
É por isso que achei graça do relatório anual mais recente da organização, descrevendo a sua constante mobilização pela legalização do suicídio assistido como “a liberdade em marcha”, ilustrada por um cartoon de uma imensa Estátua da Liberdade seguida por milhares de pessoas. Acontece que eu não conheço nenhuma manifestação em favor do suicídio assistido que tenha atraído mais do que umas cem pessoas.

Ao invés de ser popular, o movimento pelo suicídio assistido é primariamente dirigido por elites bem vestidas e bem pagas.
Contraste isso com questões sociais que realmente incentivam a participação de grandes segmentos da população como os direitos civis, o “casamento” de pessoas do mesmo sexo, ou o fim do aborto, todas tiveram grandes manifestações.
C & C é também distintamente um grupo anti-católico, vendo o catolicismo como o maior impedimento para a legalização do suicídio assistido. Do relatório:
“O Governo não deve ditar doutrinas religiosas, assim como líderes religiosos são devem ditar as decisões dos americanos que estão morrendo.”

Não, líderes religiosos não estão “ditando”, ao menos não mais do que eu estou, em meu trabalho público, me opondo ao suicídios assistido.

Em um país livre, todos tem o direito de opinar em matérias de importância pública, inclusive os apoiadores da C & C, eu, os defensores dos direitos dos deficientes, as famílias de quem está morrendo, as organizações médicas e líderes religiosos. Isso sim é “liberdade em marcha”.

Um último ponto: Se “legalizar o suicídio assistido é realmente uma liberdade fundamental, como pode ser reduzida a um cartel tão pequeno? Se sofrimento =direito de matar, então todas as pessoas com dor deveriam ter esse “remédio”. Esse é o verdadeiro debate que deveríamos estar tendo.

Traduzido por Guilherme Freire
Texto original: http://www.lifesitenews.com/blog/the-push-for-assisted-suicide-is-not-liberty-on-the-march

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