Uma escolha, uma chance

Por Ana Clara Lazarini-

São chamados “Pro-choice” (pró-escolha) os que lutam pela legalização do aborto, e “pro-life”(pró-vida), os que defendem a vida. Levantando a bandeira da liberdade, os abortistas pregam a livre escolha da mulher em decidir sobre a interrupção da gravidez. Mas será que esta decisão é mesmo livre? Será realmente que as clínicas abortistas trabalham para que a mulher tome uma decisão livre, sem a menor parcialidade ou, até mesmo, pressão?

Existem algumas definições que conceituam liberdade. Como puro ato de escolha, a liberdade pressupõe um real conhecimento sobre os objetos frutos da eleição. Quando, por exemplo, uma mulher busca comprar um colar de pérolas, mas é enganada e compra uma bijuteria, seu ato não estará sendo livre, pois o que ela realmente gostaria não corresponde com o que ela adquiriu. Assim, é fundamental para o exercício da liberdade que o homem conheça o que está escolhendo, a fim de não ser enganado. O homem é livre quando tem a possibilidade de eleger entre dois ou mais objetos sem ser coagido, sem sofrer ameaças ou ser enganado sobre o real conteúdo de sua escolha.

O que vemos com a indústria abortista atualmente é semelhante ao exemplo anterior. Além de esconderem a verdadeira identidade do feto, chamando-o “produto da concepção” ou “aglomerado de células”, as clínicas e médicos abortistas negam a realização de exames pré-natais, como ultrassom, para que a mãe não tenha o conhecimento empírico (som e imagem) de seu filho. Assim, tratam de esconder a vida que corre grave risco. Soma-se a isto a triste ocultação dos efeitos pós-aborto, que como é sabido, são gravíssimos e podem acabar com a vida da mulher. É interessante pensar que em qualquer bula de remédio existem advertências ao uso dos produtos químicos, assim como nas embalagens de cigarro. No caso de um procedimento cirúrgico que provoca a morte do feto não há nenhum aviso sobre os possíveis traumas e riscos à saúde física e psíquica da mulher.

No recente e esclarecedor documentário “Blood Money- Aborto Legalizado” (http://www.youtube.com/watch?v=6i5m6j6ffrM) fica clara a falta de liberdade daquelas mulheres que, atraídas pelo “direito de escolha”, praticaram o aborto. Carol Everett, que foi durante muito tempo dona de clínicas abortistas e chegou a ser responsável por 500 abortos ao mês, afirma que é insofismável a falta de liberdade das gestantes que procuram estas clínicas: “Essa é a falácea essencial do assim chamado direito de escolha das mulheres. Na maioria dos casos não há escolha nenhuma, a decisão é tomada sem orientação ou baseada na desinformação. Não são apresentadas outras opções e a mulher é forçada a tomar uma atitude mortal.” Joseph Meaney, para corroborar com esta afirmação, menciona uma pesquisa feita nos EUA, na qual perguntaram às mulheres que praticaram o aborto o porquê de o terem feito. A resposta número um foi que acreditavam não haver outra opção. Isso explica o resultado de 80% das mulheres norte-americanas terem sofrido algum tipo de coerção no momento de decidirem pela interrupção da gravidez. Assim, resta clara a ironia do nome “pro-choice” daqueles que buscam promover o aborto a qualquer preço.

Dentre os diversos depoimentos apresentados ao longo do filme, uma das mulheres relata que, enquanto estava indecisa entre interromper ou seguir com sua gravidez, buscou uma clínica abortista. A atendente, chamada ironicamente de “conselheira” a convenceu sobre a realização do aborto, dizendo que se não o fizesse, sua vida acabaria. Outra norte-americana que presta depoimento neste mesmo filme afirma categoricamente que jamais teria feito um aborto se tivesse tido conhecimento das conseqüências deste ato violento, uma vez que inúmeras vezes buscou o suicídio como forma de acabar com seu sofrimento. Vítima de forte depressão, ela se arrepende amargamente e hoje sabe que o que fez não foi somente “interromper sua gravidez”, mas matar seu próprio filho.

Desta forma, os intitulados “pro-choice” não nada mais são que defensores da cultura de morte, pois em vez de mostrarem às claras às gestantes a verdade sobre o “produto da concepção” e as conseqüências físicas e psíquicas da prática do aborto, vendem a imagem de liberdade como única maneira de alcançar a tão sonhada felicidade. Assim como em outras épocas históricas, a liberdade é usada erradamente como instrumento que não liberta o homem, mas o destrói, o mata.

Ana Clara Lazarini é estudante de direito e membro do Juventude Pela Vida

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